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Era 1973 quando o Chevrolet Chevette desembarcava no mercado brasileiro para competir com o Chrysler Dodge 1800 — posteriormente rebatizado de Dodge Polara — e com o Ford Corcel, além do Volkswagen Brasília, hatch lançado no mesmo ano e enquadrado como perua para usufruir de tributação reduzida.
Inspirado no Opel Kadett comercializado na Europa, o Chevette nacional sobressaía diante dos rivais ao oferecer maior nível de conforto e um projeto técnico mais moderno.
1. Histórico e sucesso
Carro do Ano Autoesporte: 1974 e 1981.
Carro mais vendido do Brasil: 1983.
Versões: Sedan 2 portas (até 1993) Sedan 4 portas Hatchback (1980–1987) Perua Marajó (1980–1989) Pick-up Chevy 500 (1983–1995)
Impacto: o Chevette foi um dos pilares da GM no Brasil, oferecendo versatilidade de carroceria e durabilidade, conquistando tanto o público comum quanto colecionadores hoje.
2. Unidade rara à venda
Modelo: Chevrolet Chevette 1.6/S SL/E, 1988
Cor: Vermelha Bonanza, original de fábrica
Local: Loja Mais Automóveis, Uberlândia (MG)
Valor: R$ 160 mil, preço equivalente a uma Montana Premier Turbo zero km
Contexto emocional: o proprietário comprou o veículo como homenagem ao irmão falecido, replicando o carro que ele teve.
3. Motorização e desempenho
Característica | Chevette 1.6/S SL/E (1988) | Comparativo com Fiat Uno Mille 1.0 (1991) |
Motor | 1.6/S, álcool, carburação dupla, pistões e bielas mais leves | 1.0, 50 cv |
Potência | 81 cv (8 cv a mais que antigo 1.6) | 50 cv |
Câmbio | Manual 5 marchas / Automático 3 marchas Isuzu | Manual 4 marchas |
0–100 km/h | 13,32 s | 17,42 s |
40–100 km/h | 17,77 s | 22,63 s |
Velocidade máxima | 153,52 km/h | 142,75 km/h |
Conclusão: o motor 1.6/S conferia desempenho superior frente aos populares da época, mesmo considerando veículos mais modernos como o Uno Mille.
4. Equipamentos e conforto
Opções de versão mais equipada: ar-condicionado, alarme antifurto, pintura metálica, vidros verdes, rádio AM/FM com toca-fitas, rodas de alumínio (“ralinho”).
Painel moderno para a época, oferecendo conforto e sensação de carro de luxo em relação aos concorrentes.
5. Portas e capacidade
Porta-malas: 323 litros, relativamente amplo para o segmento.
Variedade de carrocerias atendia públicos distintos: sedan, hatch, perua, pick-up.
6. Fim de produção e legado
Chevette Júnior 1.0 lançado em 1992 para competir com carros menores, mas desempenho insuficiente.
Chevette L retornou com 1.6/S em 1993, mas a GM encerrou a produção do modelo no mesmo ano.
Total de unidades vendidas: mais de 1,5 milhão, consolidando o Chevette como um ícone brasileiro.
Resumo
O Chevrolet Chevette marcou a história automotiva do Brasil pelo desempenho confiável, versatilidade e custo-benefício. Unidades raras como o 1.6/S SL/E de 1988 são hoje itens de colecionador, valorizadas não só pelo histórico, mas também pela originalidade, cores e estado de conservação. Além do valor sentimental, o Chevette ainda representa uma referência em engenharia acessível e prática da época.
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